domingo, 2 de novembro de 2008


Amor,
cura minhas cicatrizes,
segura minhas mãos,
despe-me dos pudores,
abre os botões da camisa branca e velha,
me salva de um mundo "marasmento",
tenha-me sempre que quiseres,
usa-me como tua fragrância predileta,
conte-me tuas histórias,
dance comigo nos finais dos bailes,
me beija na hora daquela música,
desata os nós que me contornam,
deixa que teus olhos transbordem quando assim quiserem,
recorta velhas fotos,
desmancha elos desnecessários,
canta as músicas que me fazem feliz
(e as letras que me deixam sem reação),
suspira,
dorme comigo até tarde,
esquece das contas pra pagar (só hoje),
viajas pra longe (mas volta),
aperta teu peito contra o meu,
deixa que a minha franja caia no teu rosto,
permite que eu entre no teu mundo (que eu viole as tuas normas),
sorria (quando assim for a tua vontade),
deita no meu ombro (quando quiseres esquecer),
faz o que quiser (sempre que quiseres),
só não me priva de você.
Se o meu coração pudesse falar, querido. Se o meu coração ousasse ter voz, ele diria teu nome.
Falaria das vezes em que te encontra no portão daqui de casa saindo de dentro do carro. Quando tu pousas tua mão direita na testa evitando o forte sol pra que possa enxergar melhor a sinaleira ficando ainda mais bonito (e se tu soubesse da ansiedade que sou tomada nesse momento).
Meu coração diria das horas em que perco tentando reconstruir mentalmente o tom exato do teu perfume, do cheiro da tua pele, do gosto do teu lábio inferior, do teu abraço acolhedor, da textura da tua camisa branca de dormir, das tuas mãos que dançam com as minhas em meio ao nada.
O meu músculo escarlate falaria da saudade que sente quando eu olho pela segunda vez pra trás para dar um último adeus (e eu sempre fico ali arrebatada, doente de amor orando pra que tu possas ficar mais cinco minutos).
Se a minha poesia, se a minha alma, se meu canto desafinado, se meus dedos, se meus castanhos olhos pudessem te ofertar uma parte apenas da felicidade com a qual me acomoda... te tomaria no início da madrugada quando a cidade toda dorme, te prenderia em meus braços, nunca mais te deixaria e te levava pra domir comigo.
Para ti, que és pedaço de mim. : )
E vai fazer dois anos em que eu sei apenas o que é o amor. : )
Todo o meu amor é teu. ; )
Amor. Amor. E ainda amor.

2 comentários:

Thyago David. disse...

Posso escutar o grito do seu coração.
Ele diz um nome.

hsahusaihsaa

Muito bom moça.
Beijos.

°°° I'm not made of stone °°° disse...

Perfeição do mundo todo!
Rezo todos os dias pela felicidade de vocês... que esta dure PORTODOOSEMPRE!

Te amooooo!
Aaaaaaaiiiiiiiinnnnn... me chamou de "meu bem"!
:D
Que lindo!
;)