sexta-feira, 27 de março de 2009

Para ti meu amor. Ian
Num mundo caótico, feio, triste, desesperado... encontrei o amor.
Quando eu penso nele lembro de flores amarelas,
do sol que apenas nasce,
da voz rouca,
do jeito involuntário com o qual arruma a bermuda quando corre,
das vezes em que me mostra coisas novas,
de borboletas tatuadas,
de nuca clara,
das (pequenas) indecências (amorosas) com as quais preenche o meu então solitário ouvido,de fios dourados,
de mãos que se sentem tão bem com as minhas,
dos inícios.
Sempre dos inícios.
Mas ainda prefiro acordar contigo do que apenas sonhar contigo.
És a representação de delicadezas.
Acontece que eu estou perdidamente apaixonada por ti.
Acontece que eu quero ainda morar contigo.
(só pra poder ver teu sorriso quando o dia surgir).
Acontece que amor assim é pra vida inteira.
Deveria ter dito naquele primeiro dia que tenho apenas dois olhos castanhos,
alguns centavos no bolso
e todo o amor no meu peito bordado pra ti (e por ti).
Deveria ter falado que desde daquele momento
eu sabia que seria esse compartilhar de amor rotineiro do qual nós dois somos responsáveis.
Deveria não ter omitido que sou sentimento.
(sentimento bonito por teus dois grandes olhos).
Não existem pétalas sem orvalho após uma noite chuvosa,
muito menos meu coração sem teu nome pulsando dentro dele.
"- E eu que era triste, descrente desse mundo... ao encontrar você, eu conheci o que é felicidade, meu amor...".
E nós estamos de volta. Agora volto a respirar.

quinta-feira, 12 de março de 2009

" quantas mentiras eu tento dizer pra me esconder deste amor. mato as palavras e a festa se acaba, mas nunca me esqueço da dor "

sábado, 7 de março de 2009

Pra mim!

Ela diferente dele...
Ainda que ela esqueça, que ela finja que nada aconteceu, ainda que ela consiga olhar dentro dos olhos dele e não lembrar da quantidade de água que saiu dos dela por culpa dele, ainda que formem dois arco-íris de novo, ainda que ela não ouça mais certas músicas e lembre dele, ainda que a raiva que ela sente da idiotice que ele faz passe, ainda que ela não se sinta mais invadida cada vez que ele fale com qualquer pessoa que faça parte do mundo dela, ainda que ela não queira mais se esconder, que não se importe em contar pra ele como está a sua vida, que ela não tenha medo dele estragá-la, ainda que ela se sinta dele, que ela não sinta mais vontade de nunca mais olhar pra ele, ainda que ela não ache mais que ela pode ser feliz com outras pessoas ou sozinha, mas só com ele, ainda que ele volte a inspirar boas idéias e não só textos inúteis e tristes e amargos feito esse, ainda que ela consiga ser melhor do que ela é, ainda que ela olhe pra ele e pense que ela não deveria sentir o que ela sente, que ela deveria ser maior do que tudo isso, que ela deveria deixar pra lá, ainda que ouvir o nome dele volte a colocar um sorriso no seu rosto, ainda que o mundo acabe, existirá sempre esse abismo enorme entre os dois, que é a diferença infinita da definição de amor dela para a dele.E ela precisa só parar..e pensar!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Sobre um fim.


E então é só assim? É só deixar de ter vontade e pronto? E o que eu faço agora? Não me ensinaram na escola a ligar com essa agústia e esse medo que parecem arrancar meu coração fora, nem existe na farmácia um remédio pra fazer sarar essa dor...
Ontem, quase 8 da noite, chovia. Fui lá pra varanda, deitei na rede, fiquei ouvindo música e pra cada canto que eu olhava lembrava de ti, de nós... e é só isso, eu me perguntava!
O que eu faço agora? Como é que segue em frente? Como é que esquece tudo? Como é que guarda as nossas fotos numa caixa e deixa lá pra recordações futuras? Como é que para de chorar? Como é que não chora quando todo mundo me pergunta por ti? O que eu digo pra minha filha de 4 anos quando ela me pede pra ir pra tua casa brincar com teu cachorro?
E quando eu encontrar contigo? Como vou fingir um sorriso e te tratar como amigo depois desses anos? Anos... foi tanta coisa legal, só coisas boas pra pelo menos compensar essa "coisa" que tá acontecendo agora...
Tá insuportável... aí todo mundo vem me dizer que vai dar certo, que não é pra eu ficar assim, que isso passa... passa porra nenhuma!
Não passa, tá pior a cada dia isso sim!
A vontade que eu tenho é de dormir, dormir e dormir...só queria acordar daqui a algum tempo, no tempo exato do dia que tu vai me ligar pra dizer se ainda me ama ou não.
E aí sim, vai ser só isso.
A vida me ensina todo dia a morrer.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Dos nossos 2 anos


Ian
Era estranho, para não dizer bem estranho mesmo. Mas há uns 6 anos atrás eu tinha desistido do amor, de amar. Não que as pessoas que eu fui conhecendo ao longo desses anos fossem chatas e desagradáveis. Nenhuma dessas pessoas tinha aquele jeito de fruto rubro e doce, nem cheiro de anis estrelado que eu tanto gosto. (eu não sabia qual era o cheiro de anis estrelado, até que descobri... mexendo numas compotas que tinha na pentiadeira do quarto de banho na casa da vovó lá em Picos, achei o anis. Pequenas estrelinhas cor de madeira dentro da compota de cristal reluzente. E tinha um cheiro doce, um cheiro de chuva, meio cheiro de limpeza, cheiro conhecido, cheiro teu...xerin. Só não descobri se és tu que tens cheiro de anis ou o anis que têm sorte de cheirar a ti.)
São 2 anos de 7 horas da manhã acordando pra ir pra faculdade (morrendo de ódio e de amor por ti), muito sono, é preciso estudar, trânsito, Luanna, nós dois, os outros, distâncias, futuro... muitas obrigações. Mesmo com todos os obstáculos, hoje superados, foi tudo feito com sorriso porque no final do dia eu ia te ver. E em meio a isso tudo, a preocupação de nunca te decepcionar.
Eu até hoje não sei explicar... é pelo imenso sorriso que tu me empresta quando estamos juntos, de repente seja um pouco por causa dos sonhos compartilhados, da vontade de querer ser borboleta contigo, ser beijinho no cantinho dos lábios, daquele “pedido” de namoro dentro do carro num posto de gasolina com barulhinho de chuva de madrugada, por continuar sendo esse amor todo, pelas horas à fio no teu quarto, pelos teus carinhos e pelos dedos entre os meus cabelos, pelos gritos,pulos e explosões que meu coração dá quando te beijo ou por continuar até hoje com a falta de ar só de te ver.
São milhões de motivos. Mas nenhuma é suficiente para explicar o que sinto por ti. Então, deve ser, sim, por causa do amor.
Agora que foram 2 anos. Eu ainda quero fazer e sentir muita coisa, contigo. Ainda quero ir na cafeteria e no Central Park em New York, quero dançar contigo uma música do Barry Withe enquanto a cidade dorme numa noite de chuva, ainda quero passar uns dias no Uruaú contigo, quero escrever em agradecimento a ti no meu convite de formatura, quero ir em Jericoacoara e em Parati contigo, voltar em Brasília, nem preciso falar do casamento e do restante que acompanha ele porque tu já sabes...hoje minha vida é feita dos sonhos bons brotados das minhas vontades mais bonitas.
Era só pra dizer o quanto eu te amo, mas passou um pouco. Quero agradecer por seres a pessoa mais gentil que já conheci, agradecer por achares engraçado o meu modo “sonhador” de encarar as coisas, pelas delicadezas compartilhadas, pelos raros bilhetes sinceros, por confiar em mim, pelo companheirismo, pelo incentivo, pelas pessoas maravilhosas que conheci através de ti, por seres tão leal e humano e agradecer pelo amor.
Aproveito também para pedir desculpas por tudo que eu tenha feito e que não tenha te agradado. Pedir desculpas pelo meu ciúme, minha desatenção, minhas reclamações sobre coisas fúteis e da comida com verdura, meu mal-humor e etc...
É tudo por causa do meu amor. Desde que meu coração têm morado junto com o teu eu não sei mais ser triste. Contigo, o melhor da vida começou.
Contigo sempre.
Com amor,
Mariana

P.S. Tu serás sempre o destinatário das minhas cartas de amor.
* Fazemos hoje de madrugada 2 anos de namoro, mais que namoro, 2 anos de amor, amor e amor.